Conhecer uma cidade caminhando por suas ruas é algo bastante prazeroso. Andar entre turistas e habitantes, olhar vitrines, desfrutar de cheiros e sabores, fazer várias paradas para fotos e entrar em igrejas e museus. Quando há crianças pequenas, o carrinho é o primeiro item em que se pensa para um passeio assim. A ideia é não tirar a criança nem mesmo para a foto, pois depois ela não quer voltar.
Esse truque não dura muito. Logo, elas querem explorar o lugar andando ou correndo (e que bom! São crianças!). E depois de pouco tempo, cansadas, pedem colo. O carrinho vira um porta mochilas e sacolas. Os pais se cansam e assim o passeio fica mais curto ou irritante para todos.
Existe uma forma de tornar esses passeios mais leves, ativos e prazerosos para todos?
A bicicleta sem pedal (balance bike) pode ser a salvação! A criança participa do trajeto, tem certa autonomia e gasta energia, sem contar que se diverte muito. Um passeio ativo estimula muito mais a criança a observar pontos icônicos, mesmo porque elimina por completo a possibilidade de ter uma tela presa na sua frente. O passeio fica interessante para todos.
A partir dos 18 meses, aproximadamente, as crianças podem usar a bicicleta sem pedal. Ela é apropriada tanto para parques quanto para cidade, e isso é que faz a diferença em um passeio pelo centro. Claro que se há muitas ladeiras, nem a bicicleta nem o carrinho podem ser adequados.
Até que a criança se acostume e pegue prática na bicicleta sem pedal, um adulto precisa assisti-la bem de perto, para que não trombe com outras pessoas ou obstáculos pelo caminho, e para ajudar a controlar a sua velocidade em descidas. Cair faz parte do processo, mas cair em velocidade deve ser evitado.
Ela é uma excelente preparação para a bicicleta com pedal, já que não há necessidade das famosas rodinhas; o mais difícil, que é o equilíbrio, já foi aprendido, restando apenas aprender a coordenação dos pedais e o uso do freio.
A bicicleta sem pedal colabora em aprendizagens físicas, como o equilíbrio e a coordenação das pernas, e psíquicas, como o respeito aos ‘pares/stops’ (saber parar e esperar) e a autonomia, além de ser uma mão na roda em passeios por cidades, trilhas e parques.
O Santiago ganhou a primeira bicicleta sem pedal com 17 meses. Os primeiros passeios foram no centro da cidade onde morávamos, a caminho do parquinho. Assim vimos que era muito melhor levar a bicicleta do que o carrinho nos nossos passeios. Com 2,5 anos ele ganhou uma bicicleta sem pedal maior, mais veloz, que usa até hoje, com quase 5 anos, em passeios nos centros das cidades.
O Franco herdou a primeira do Santi com 14 meses, antecipadamente, por vontade dele e por conta da oportunidade de tê-la disponível. Hoje com 17 meses ele já anda rápido, porém ainda precisa de assistência para não trombar nas pessoas e não sair da calçada.
Vamos dar uma volta no centro da cidade? Nós a pé, e eles com a bicicleta sem pedal. Vamos viajar e conhecer outra cidade? Bicicletas no porta-malas. As últimas dicas são levar um cadeado para prendê-las quando necessário e um canguru para os ciclistas iniciantes.






